03/11/2025
Bradesco lucra R$ 18,1 bilhões até setembro, com alta de 28,2%, e segue fechando postos de trabalho
O Banco Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 18,136 bilhões nos nove primeiros meses de 2025, um aumento de 28,2% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação trimestral, o lucro cresceu 2,3%, passando de R$ 6,067 bilhões no 2º trimestre para R$ 6,205 bilhões no 3º trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 14,6%, com alta de 3,3 pontos percentuais em doze meses.
Segundo o relatório divulgado pelo banco, o resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das receitas em todas as linhas, especialmente pela margem financeira total, que subiu 16,9%, e pela margem com clientes, que avançou 19% no 3º trimestre, refletindo o crescimento da carteira de crédito e do spread médio.
A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco superou a marca de R$ 1 trilhão em setembro de 2025, com crescimento de 9,6% em doze meses e 1,6% no trimestre. No segmento de pessoa física, a alta foi de 13,8%, totalizando R$ 451,6 bilhões. Os destaques foram o crédito rural (+75,6%), o cartão de crédito para alta renda (+38,3%) e o imobiliário (+14,5%).
Já o segmento de pessoa jurídica teve crescimento de 6,5%, com saldo de R$ 582,7 bilhões. O crédito para grandes empresas caiu 3,5%, enquanto o destinado a micro, pequenas e médias empresas apresentou forte expansão de 24,8%.
A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,1%, com ligeira queda de 0,1 ponto percentual em relação a setembro de 2024, demonstrando estabilidade na qualidade da carteira.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 23 bilhões, alta de 5,1% em doze meses. Já as despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 9%, chegando a R$ 19,8 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 116,4% — o que significa que as tarifas cobradas dos clientes continuam superando com folga os gastos com o quadro de funcionários.
Apesar dos resultados expressivos, o Bradesco continuou reduzindo empregos e fechando unidades. A holding encerrou o 3º trimestre de 2025 com 81.657 funcionários (sendo 70.152 bancários), o que representa a eliminação de 2.361 postos de trabalho em doze meses — 490 apenas no último trimestre.
De acordo com o banco, as demissões fazem parte da “estratégia de otimização do custo de servir”, ao mesmo tempo em que reforça áreas de tecnologia e negócios. Entretanto, o movimento sindical denuncia que essa “otimização” significa, na prática, sobrecarga, aumento da pressão por metas e piora no atendimento à população.
A base de clientes do Bradesco aumentou em 1,1 milhão, totalizando 74 milhões. Mas, no mesmo período, o banco fechou 296 agências, 1.246 postos de atendimento e 61 unidades de negócios, encerrando setembro com 2.059 agências, 1.978 postos e 707 unidades de negócios.
“Enquanto o banco comemora lucros bilionários e fala em eficiência, os trabalhadores vivem sob uma pressão cada vez maior, com metas abusivas. As demissões e o fechamento de agências mostram que o Bradesco tem colocado o lucro acima das pessoas — tanto dos funcionários quanto dos clientes”, afirmou Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco.
Segundo Erica, a redução do quadro tem impactos diretos na saúde dos trabalhadores e na qualidade do atendimento. “A cada trimestre o banco mostra que pode crescer e lucrar, mas insiste em fazer isso às custas do adoecimento e da sobrecarga. Seguiremos denunciando e mobilizando a categoria contra essa lógica que só favorece os acionistas”, concluiu.
Segundo o relatório divulgado pelo banco, o resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das receitas em todas as linhas, especialmente pela margem financeira total, que subiu 16,9%, e pela margem com clientes, que avançou 19% no 3º trimestre, refletindo o crescimento da carteira de crédito e do spread médio.
A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco superou a marca de R$ 1 trilhão em setembro de 2025, com crescimento de 9,6% em doze meses e 1,6% no trimestre. No segmento de pessoa física, a alta foi de 13,8%, totalizando R$ 451,6 bilhões. Os destaques foram o crédito rural (+75,6%), o cartão de crédito para alta renda (+38,3%) e o imobiliário (+14,5%).
Já o segmento de pessoa jurídica teve crescimento de 6,5%, com saldo de R$ 582,7 bilhões. O crédito para grandes empresas caiu 3,5%, enquanto o destinado a micro, pequenas e médias empresas apresentou forte expansão de 24,8%.
A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,1%, com ligeira queda de 0,1 ponto percentual em relação a setembro de 2024, demonstrando estabilidade na qualidade da carteira.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 23 bilhões, alta de 5,1% em doze meses. Já as despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 9%, chegando a R$ 19,8 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 116,4% — o que significa que as tarifas cobradas dos clientes continuam superando com folga os gastos com o quadro de funcionários.
Apesar dos resultados expressivos, o Bradesco continuou reduzindo empregos e fechando unidades. A holding encerrou o 3º trimestre de 2025 com 81.657 funcionários (sendo 70.152 bancários), o que representa a eliminação de 2.361 postos de trabalho em doze meses — 490 apenas no último trimestre.
De acordo com o banco, as demissões fazem parte da “estratégia de otimização do custo de servir”, ao mesmo tempo em que reforça áreas de tecnologia e negócios. Entretanto, o movimento sindical denuncia que essa “otimização” significa, na prática, sobrecarga, aumento da pressão por metas e piora no atendimento à população.
A base de clientes do Bradesco aumentou em 1,1 milhão, totalizando 74 milhões. Mas, no mesmo período, o banco fechou 296 agências, 1.246 postos de atendimento e 61 unidades de negócios, encerrando setembro com 2.059 agências, 1.978 postos e 707 unidades de negócios.
“Enquanto o banco comemora lucros bilionários e fala em eficiência, os trabalhadores vivem sob uma pressão cada vez maior, com metas abusivas. As demissões e o fechamento de agências mostram que o Bradesco tem colocado o lucro acima das pessoas — tanto dos funcionários quanto dos clientes”, afirmou Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco.
Segundo Erica, a redução do quadro tem impactos diretos na saúde dos trabalhadores e na qualidade do atendimento. “A cada trimestre o banco mostra que pode crescer e lucrar, mas insiste em fazer isso às custas do adoecimento e da sobrecarga. Seguiremos denunciando e mobilizando a categoria contra essa lógica que só favorece os acionistas”, concluiu.
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